Av. Brig. Faria Lima, 1811 - Sala 1119, São Paulo/SP [email protected]

Retroativos do INSS: Como Receber os Valores Atrasados?

Entenda o que são os retroativos do INSS, como são calculados, quanto tempo levam para ser pagos após a perícia e o que fazer quando o INSS demora demais.

Fale agora com um Advogado
Retroativos do INSS

Quando o INSS demora para analisar um requerimento de benefício, os valores que deveriam ter sido pagos durante esse período são chamados de retroativos — e você tem direito a recebê-los integralmente.

Uma das dúvidas mais comuns entre segurados é: quanto tempo depois da perícia o INSS paga os atrasados? A resposta envolve prazos legais, regras de competência e, muitas vezes, a necessidade de acompanhamento jurídico especializado para garantir que todos os valores sejam recebidos corretamente.

Seja no auxílio-doença, na aposentadoria por incapacidade permanente ou em qualquer outro benefício previdenciário, os retroativos representam uma quantia significativa — e entender como funcionam é o primeiro passo para não perder nenhum centavo que é seu por direito.

Neste artigo, explicamos de forma clara e completa tudo o que você precisa saber sobre os retroativos do INSS: o que são, como são calculados, quando são pagos e o que fazer se o INSS atrasar ou negar o pagamento.

O que são os retroativos do INSS?

Os retroativos do INSS são os valores acumulados não pagos durante o período compreendido entre a data em que o segurado tinha direito ao benefício e a data em que o INSS efetivamente realizou o primeiro pagamento. Em outras palavras, são as "parcelas atrasadas" que o instituto deve ao segurado por não ter concedido o benefício de imediato.

Esse atraso ocorre porque o INSS precisa de tempo para analisar o requerimento, agendar e realizar a perícia médica (nos casos de benefícios por incapacidade), processar os documentos e, finalmente, liberar o pagamento. Todo esse intervalo de tempo gera um débito que o INSS é obrigado a quitar de uma vez.

Os retroativos estão presentes nos seguintes tipos de benefícios previdenciários:

Auxílio por Incapacidade Temporária (Auxílio-Doença)

Quando o INSS demora para realizar a perícia ou analisar o pedido, os dias não pagos desde o 16º dia de afastamento (para empregados) ou desde o 1º dia (para contribuintes individuais) geram retroativos.

Aposentadoria por Incapacidade Permanente (Invalidez)

O mesmo princípio se aplica: os valores que deveriam ter sido pagos desde o requerimento até o início do pagamento regular são acumulados como retroativos.

Pensão por Morte e BPC/LOAS

Benefícios com data de competência retroativa também geram parcelas atrasadas, especialmente quando há demora no processamento ou recurso administrativo favorável.

Importante: O direito aos retroativos é garantido pela legislação previdenciária e não pode ser negado pelo INSS. Mesmo que o benefício seja concedido meses ou anos depois do requerimento, todos os valores retroativos devem ser pagos integralmente, com correção monetária.

Como os retroativos do INSS são calculados?

O cálculo dos retroativos do INSS é feito com base em dois elementos fundamentais: a data de início do benefício (DIB) e o valor mensal do benefício. A DIB é determinada conforme as regras de cada tipo de benefício:

Data de Início do Benefício (DIB) por tipo

Empregado com vínculo formal

O benefício começa a contar a partir do 16º dia de afastamento. Os primeiros 15 dias são pagos pelo empregador. Os retroativos cobrem o período desde o 16º dia até o início do pagamento pelo INSS.

Contribuinte individual e segurado especial

Para quem não tem vínculo empregatício formal, o benefício começa a contar desde o 1º dia de incapacidade, desde que o requerimento seja feito dentro do prazo. Os retroativos cobrem todo esse período.

Data de Entrada do Requerimento (DER)

Se o segurado demorar para fazer o pedido, a DIB pode ser limitada à DER. Por isso, é fundamental protocolar o requerimento o quanto antes, mesmo que a documentação ainda esteja sendo reunida.

Fórmula de cálculo dos retroativos

O valor total dos retroativos é calculado da seguinte forma:

  • Número de meses retroativos × Valor mensal do benefício = Valor bruto dos retroativos
  • Sobre esse valor, aplica-se a correção monetária pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)
  • Em casos de pagamento judicial, também incidem juros de mora conforme a legislação vigente

Exemplo prático: Suponha que o segurado entrou com o requerimento em janeiro e o INSS só concedeu o benefício em junho — 5 meses depois. Se o valor do benefício for R$ 1.621,00 (salário mínimo), os retroativos serão de aproximadamente R$ 8.105,00, corrigidos monetariamente. Em benefícios com salário mais alto ou prazos maiores, o valor pode ser muito superior.

Saiba exatamente quanto o INSS te deve

Nossa equipe faz o cálculo completo dos retroativos e garante que você receba todos os valores corretos, com a devida correção monetária.

Quanto tempo leva para receber os retroativos?

Essa é a dúvida que mais angustia os segurados: quando o dinheiro cai na conta? Após a concessão do benefício, o INSS tem um prazo para processar o pagamento e depositar tanto a primeira mensalidade quanto os retroativos acumulados.

O fluxo normal é o seguinte:

Análise do requerimento

Após o protocolo do pedido, o INSS tem até 45 dias para agendar e realizar a perícia médica (para benefícios por incapacidade). Após a perícia favorável, o prazo para decisão é de mais 15 a 30 dias.

Concessão e processamento

Após a decisão de concessão, o INSS processa o benefício no sistema. Esse processamento leva em média 15 a 30 dias adicionais.

Pagamento dos retroativos

Os retroativos são depositados junto com o primeiro pagamento do benefício, ou em data separada próxima. O prazo legal é de até 45 dias após a concessão, mas na prática costuma ocorrer entre 30 e 60 dias.

Etapa Prazo legal Prazo na prática
Agendamento da perícia Até 45 dias 30 a 60 dias
Análise pós-perícia Até 45 dias 15 a 30 dias
Pagamento dos retroativos Até 45 dias 30 a 60 dias
Total estimado Até 90 dias 3 a 6 meses

Atenção: Esses prazos valem para os casos em que o INSS concede o benefício na via administrativa. Se houver negativa e o caso for para a Justiça, os retroativos podem demorar mais para serem pagos, dependendo do ritmo do processo judicial e da modalidade de pagamento (RPV ou precatório).

O que acontece com os retroativos após a perícia?

A perícia médica é o momento decisivo para quem requer benefícios por incapacidade. Após esse ato, dois cenários são possíveis:

Perícia favorável: O médico perito reconhece a incapacidade e o benefício é concedido. O INSS processa o pagamento e os retroativos são calculados desde a DIB. O segurado receberá uma comunicação pelo Meu INSS e o depósito ocorrerá nos próximos 30 a 45 dias.

Perícia desfavorável: Se o perito não reconhecer a incapacidade, o benefício é negado. No entanto, isso não significa o fim do processo — o segurado pode e deve recorrer, tanto na via administrativa quanto na Justiça. E, se o recurso for bem-sucedido, os retroativos serão pagos desde a data original do requerimento.

Perícia favorável — próximos passos

Acompanhe o andamento pelo Meu INSS. O benefício aparecerá como "Em manutenção" e depois como "Ativo". O pagamento dos retroativos é feito junto com o primeiro mês ou em depósito separado.

Perícia desfavorável — como reagir

Você tem 30 dias para apresentar recurso administrativo ao INSS. Também pode buscar tutela de urgência na Justiça, pedindo a concessão liminar do benefício enquanto o processo tramita.

Acompanhamento pelo Meu INSS

Pelo aplicativo ou portal Meu INSS, você pode acompanhar em tempo real o status do benefício, verificar o extrato de pagamento e consultar o valor dos retroativos a serem pagos.

O que fazer quando o INSS demora para pagar?

Infelizmente, é muito comum que o INSS ultrapasse os prazos legais sem nenhuma comunicação ao segurado. Se você fez a perícia, foi aprovado, mas ainda não recebeu os retroativos após mais de 60 dias, é hora de agir.

1. Entre em contato com o INSS

O primeiro passo é ligar para o telefone 135 ou acessar o Meu INSS para verificar o status do pagamento. Muitas vezes, existe alguma pendência cadastral simples que impede o processamento.

2. Compareça a uma agência do INSS

Se o atendimento remoto não resolver, agende uma visita a uma agência do INSS com todos os documentos do requerimento e a carta de concessão (se tiver recebido). Um atendente poderá verificar a situação diretamente no sistema.

3. Abra reclamação na Ouvidoria

O INSS possui uma Ouvidoria (0800 135 0109) onde você pode formalizar a reclamação pelo atraso no pagamento. Esse registro cria um protocolo e obriga o INSS a dar uma resposta dentro do prazo.

4. Busque orientação jurídica especializada

Se o atraso persistir ou se o benefício tiver sido negado indevidamente, um advogado previdenciário pode ingressar com ação judicial pedindo o pagamento imediato dos retroativos, inclusive com tutela de urgência.

Prazo máximo: O INSS tem prazo legal de 45 dias para efetuar o pagamento após a concessão. Se esse prazo for descumprido, o segurado pode pleitear judicialmente não apenas os retroativos, mas também indenização por danos materiais causados pelo atraso.

Não perca seus retroativos por falta de orientação

Cada dia de atraso é dinheiro perdido. Nossa equipe age rapidamente para garantir que você receba tudo o que tem direito, com a correção monetária devida.

Como funcionam os retroativos pagos pela via judicial?

Quando o INSS nega o benefício e o segurado obtém a concessão pela Justiça, os retroativos são pagos de forma diferente da via administrativa. Entenda o processo:

RPV — Requisição de Pequeno Valor

Para retroativos cujo valor total não ultrapasse 60 salários mínimos (atualmente cerca de R$ 97.260,00), o pagamento é feito por meio de RPV. Esses valores costumam ser pagos em 30 a 90 dias após a expedição da requisição pelo juiz, sem necessidade de aguardar o orçamento anual.

Precatório

Para valores acima do limite da RPV, o pagamento é feito por precatório, que segue o calendário orçamentário anual da União. O prazo pode ser de 1 a 3 anos ou mais, dependendo do volume de precatórios na fila. Por isso, é extremamente importante que o advogado calcule corretamente os retroativos para, sempre que possível, encaixá-los no regime de RPV.

Correção monetária e juros nos retroativos judiciais

Os retroativos pagos judicialmente são corrigidos pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) desde a data de cada competência em atraso. Além disso, incidem juros de mora conforme a legislação vigente. Esse acréscimo pode representar um valor significativo para processos de longa duração.

Estratégia importante: Em alguns casos, é possível dividir os retroativos em duas partes — uma RPV (até 60 salários mínimos) e um precatório para o restante — acelerando o recebimento de parte dos valores. Seu advogado previdenciário pode orientar sobre a melhor estratégia no seu caso específico.

Por que contar com a Moreira & Ponciano?

Receber os retroativos do INSS parece simples, mas envolve cálculos complexos, prazos específicos e, muitas vezes, a necessidade de entrar na Justiça para garantir o pagamento correto e integral.

Na Moreira & Ponciano, temos experiência consolidada em benefícios previdenciários e sabemos exatamente como agir para que nossos clientes recebam o máximo a que têm direito, no menor tempo possível.

Cálculo preciso dos retroativos

Calculamos com exatidão o valor a que você tem direito, aplicando a correção monetária correta e verificando cada competência em aberto.

Agilidade no acompanhamento

Monitoramos constantemente o andamento do seu processo, atuando imediatamente quando o INSS atrasa ou cria obstáculos ao pagamento.

Atuação judicial quando necessário

Se o INSS negar ou atrasar, ingressamos com ação judicial pedindo tutela de urgência para garantir o pagamento imediato, inclusive dos retroativos.

Atendimento humanizado e transparente

Mantemos você informado em cada etapa, explicando de forma clara e acessível todos os passos do processo.

Garanta agora os retroativos que são seus por direito

Nossa equipe está pronta para analisar seu caso e agir imediatamente para garantir que você receba tudo o que o INSS deve a você.

Perguntas sobre Retroativos do INSS

Reunimos as dúvidas mais comuns sobre os retroativos do INSS para ajudar você a entender seus direitos.

Após a realização da perícia médica e a concessão do benefício, o INSS tem prazo de até 45 dias para efetuar o pagamento dos retroativos. Na prática, o primeiro pagamento (que inclui os atrasados) costuma ocorrer entre 30 e 60 dias após a decisão de concessão. Os valores retroativos cobrem o período desde a data de entrada do requerimento (DER) ou a data do início da incapacidade (DII), o que for mais favorável ao segurado.

O INSS costuma liberar o primeiro pagamento, incluindo os retroativos, dentro de 30 a 60 dias após a data da perícia médica favorável. No entanto, esse prazo pode variar conforme a demanda do sistema e eventuais pendências no cadastro do segurado. Se ultrapassar 45 dias sem receber, é recomendável entrar em contato com o INSS pelo telefone 135 ou buscar orientação jurídica.

Geralmente, o INSS efetua o pagamento dos retroativos em até 45 dias após a realização da perícia e concessão do benefício. O prazo exato pode variar, mas o segurado pode acompanhar o andamento pelo aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135. Caso ultrapasse esse prazo sem nenhuma comunicação, é importante buscar orientação de um advogado previdenciário para acelerar o processo.

O INSS tem prazo legal de 45 dias para realizar a perícia médica após o agendamento. Após a perícia, o prazo para decisão e início do pagamento é de mais 45 dias, totalizando até 90 dias para que o benefício por incapacidade seja avaliado e pago. Se o INSS ultrapassar esses prazos, o segurado pode ingressar com ação judicial para obrigar o órgão a se pronunciar e, se necessário, pedir a antecipação do benefício por tutela de urgência.

Sim. Quando o INSS concede o benefício na via administrativa, os valores retroativos — correspondentes ao período entre a data de entrada do requerimento e o mês anterior ao início do pagamento regular — são pagos em uma única parcela. Esse valor é depositado juntamente com a primeira mensalidade do benefício ou em data separada informada pelo INSS.

A DER (Data de Entrada do Requerimento) é a data em que o segurado protocolou o pedido do benefício ao INSS. Ela é fundamental porque os retroativos são calculados a partir dela. Por isso, é muito importante protocolar o requerimento o quanto antes, mesmo que a documentação ainda não esteja completamente reunida. Cada mês de atraso na entrada do pedido pode significar um mês a menos de retroativos a receber.

Sim. Se o INSS negar o benefício na perícia administrativa, o segurado pode recorrer administrativamente ou ingressar com ação judicial. Caso o benefício seja concedido judicialmente, os retroativos serão pagos desde a DER (data do requerimento) até o mês anterior ao início do pagamento regular, acrescidos de correção monetária e juros. Por isso, é fundamental não desistir após uma negativa administrativa.

Quando os retroativos são pagos por decisão judicial, o processo ocorre por meio de precatórios (para valores acima de 60 salários mínimos) ou Requisição de Pequeno Valor — RPV (para valores abaixo desse limite). As RPVs costumam ser pagas em até 60 dias após a expedição; os precatórios seguem calendário anual do Tribunal. Além disso, os valores são corrigidos monetariamente pelo INPC e acrescidos de juros de mora conforme a legislação vigente.

Receba todos os seus retroativos do INSS

Nossa equipe está preparada para analisar seu caso, calcular o valor exato dos seus retroativos e garantir que você receba tudo o que tem direito. Entre em contato agora.

Fale pelo WhatsApp